RResolvi voltar com meu blog. Mudei o nome e agora o foco será apenas nas projeções.
Minha primeira experiência aconteceu quando eu tinha mais ou menos seis anos de idade. Lembro que estava na casa da minha madrinha, adormeci em um sofá de couro preto na sala e, de repente, me vi fora do corpo, observando a mim mesma dormindo sentada. Não fazia ideia do que era aquilo e perguntei à minha tia. Ela me deu uma resposta simples, mas que não compreendi muito bem na época:
— Isso é viagem astral.
Com uns onze anos, comecei a ler sobre o assunto. Comprava revistas e devorava tudo, sempre misturando curiosidade com medo. Na adolescência, as experiências voltaram com mais força: várias vezes me vi fora do corpo, olhando para mim mesma. Mas sempre ficava dentro de casa e logo voltava, porque tinha receio de explorar o desconhecido.
Na fase adulta, comecei a estudar com mais seriedade e encontrei o GVA, onde me aprofundei. Desde então, minhas experiências aumentaram. O curioso é que nunca fiz nenhuma técnica específica, nem preparo. Nunca “forço” uma saída. Simplesmente acontece — e quando percebo, já estou projetada.
Como disse Waldo Vieira, “a projeção consciente permite à criatura substituir a crença pelo conhecimento. Acreditar ou desacreditar nos relatos torna-se secundário. O importante é aceitar a possibilidade dos eventos extrafísicos, porque o ideal é a pessoa interessada ter a própria experiência.” (Vieira, Waldo. Projeções da Consciência, 2005).
Por isso, não adianta a descrença de quem ouve, nem as inúmeras explicações contrárias. O que importa é que sei que acontece — acontece comigo — e nunca precisei forçar.
O objetivo deste blog é justamente compartilhar essas experiências, ou pelo menos as mais significativas. Mantive algumas postagens antigas, porque nelas registrei projeções que já havia vivido e, sinceramente, já tinha até esquecido.
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