Diário Astral
sábado, 28 de junho de 2014
O Autobus
Depois de alguns anos afastada — por vários motivos, principalmente a falta de tempo — resolvi voltar. Minhas viagens não param e quero voltar a contar, sempre que possível, o que acontece nelas.
Essa semana tive uma projeção bem especial. Nada daquelas corriqueiras e sem propósito, mas algo que realmente me chamou atenção. Normalmente, minhas projeções não têm objetivo definido: vou a diversos lugares, mas sem algo em especial. Talvez a culpa seja minha, por não estabelecer uma meta antes de projetar, e também pelo medo de acabar em algum lugar ou vendo coisas que não quero. Então, muitas vezes, fico apenas voando por aí, sem destino, sem lenço e sem documento (rs).
Dessa vez, no entanto, fui parar em um lugar muito interessante. Ultimamente, já vinha vendo várias pessoas projetadas como eu, voando por aí, mas desta vez caí em um terminal rodoviário de Autobus. Sim, Autobus! Esse era o nome que eu gritava quando o avistei. Fiquei maravilhada e disse: “Um Autobus!” Não lembro de ter ouvido esse nome antes, juro, mas ele era extraordinário: rápido, tecnológico, e passavam vários, um atrás do outro. Minha curiosidade era tentar ver alguém lá dentro (rs). Mas não consegui, porque o “Autobus” passava rápido como um piscar de olhos.
O detalhe mais incrível era a luz colorida embaixo dele, como se fosse um campo magnético. Não sei exatamente o que era — não sou tão estudiosa no assunto — mas a visão era impressionante.
Depois de ver o Autobus, encontrei outro veículo bem mais simples. Não sei o nome dele, mas parecia destinado a viagens curtas. Entrei e só lembro de ter pedido para parar no ponto final (rs). Depois disso, perdi a lucidez. Esse segundo transporte era feio, sem tecnologia, menor, com laterais em sanfona, coberto e cheio de bancos enfileirados. Para minha surpresa, havia um passageiro sentado atrás de mim. Infelizmente, não consegui vê-lo com nitidez. Aliás, esse é um padrão nas minhas projeções: raramente consigo enxergar pessoas com clareza, e sempre parece haver algo que me impede de olhar para os lados. É uma sensação bem estranha.
A foto que postei ilustra um pouco do meu “Autobus”.
Até a próxima viagem 😉
