Diário Astral

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Abraço apertado

Já estava com saudades de algo acontecer, e hoje de manhã tive mais uma de minhas experiências fora do corpo — uma projeção astral. Sempre que saio do meu corpo, eu peço para onde quero ir. Na maioria das vezes, peço para ver meu sogro, mas quase nunca sou atendida (rs). Hoje, porém, consegui pela terceira vez. Como das outras vezes, passei por um túnel escuro, iluminado por sombras de anjos. Depois, foi como se estivesse descendo de paraquedas em um campo verde e florido. O lugar era muito barulhento, cheio de gente conversando ao mesmo tempo. Corri para procurar meu sogro, porque sabia que o tempo era curto. No caminho, vi algo curioso: um cemitério diferente dos nossos. Os caixões eram brancos, pareciam cascas, e todos estavam abertos. Havia até um de bebê, pequeno, também aberto. Aos poucos, essas cascas se quebravam e se misturavam à terra. Uma voz amiga — que sempre me acompanha nessas experiências, mas que nunca consegui identificar — me explicou que aquilo significava ressurreição. As pessoas morrem na Terra e nascem para um mundo novo. Continuei procurando meu sogro até que um senhor me disse que ele estava em “casa”. Fui até lá, toquei a campainha (sim, havia uma campainha! rs). Fiquei na dúvida se atravessava a porta ou se tocava, mas já que estava ali, resolvi usar. Uma moça de cabelos escuros abriu e me deixou entrar. Ela cuidava dele. Meu sogro estava deitado, mas quando me viu, veio ao meu encontro. Eu o abracei, chorei muito, e ele disse: — Tatiane, olha como meu cabelo cresceu! Quando olhei, percebi que ele tinha colocado uma peruca branca só para brincar comigo. Coisas do meu sogro (rsrs). Mas senti que ele estava triste. Ele está bem, mas ainda não conseguiu se adaptar à nova condição. Sente muita saudade, e por isso fica sempre em casa, deitado. Depois do abraço e da rápida troca de palavras, voltei. Acordei me sentindo cansada e com dor de cabeça, mas com a sensação forte daquele reencontro.